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Impasse
Greve cresce a cada dia
Os servidores, entretanto, não aceitam esse discurso de crise e contenção de gastos. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público (Condsef), a onda de greve ganha novas adesões a cada dia. A paralisação já atinge 19 estados e o DF. Subiu também o número de categorias a aderir ao movimento. Entre os dias 16 e 20 de julho, servidores vão acampar na Esplanada dos Ministérios. No dia 3 de julho será oficialmente instalado o Comando Nacional de Greve.
Carreiras de Estado se manifestam
Ontem, servidores das chamadas carreiras de Estado invadiram a Esplanada dos Ministérios (foto) para cobrar uma posição imediata do governo sobre a pauta de reivindicações. A principal reivindicação dos servidores é de reposição salarial. Todos protestam contra o que chamam de "congelamento" dos salários que estaria sendo promovido pelo atual governo. Isso porque desde 2008 o governo não vem concedendo o reajuste linear anual aos funcionários públicos, correção prevista na Constituição.
Reposição entre 22% e 30%
Servidores da base e das carreiras de Estado cobram do governo um reajuste salarial entre 22,08% e 30%. O percentual representa a correção da inflação acrescida do percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), retroativo a 2010. Os funcionários já afirmaram aceitar apenas a reposição da inflação no período (14,5%). A diferença para os 22,08% pretendidos seria, então, usada para corrigir as distorções. A pauta de reivindicações do movimento tem ainda outros seis itens, entre eles, o estabelecimento de uma data-base para o reajuste e a incorporação de gratificações ao salário. Os reajustes programados para 2013 têm de ingressar na proposta de orçamento da União do próximo ano, que tem de ser enviada até 31 de agosto para o Congresso Nacional. Os gastos com servidores estão vinculados ao PIB.
Autor: Clicabrasilia
Fonte: www.NAHORAONLINE.com |
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