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Servidores
Carreiras de Estado cobram reajuste
Nesta quinta-feira, integrantes das carreiras que integram a Campanha Salarial Conjunta, as chamadas carreiras de Estado, fazem ato público, às 14h, em frente ao bloco K do Ministério do Planejamento, para cobrar uma posição imediata do governo sobre a pauta de reivindicações. Integram a campanha Salarial os auditores fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB), os auditores do Trabalho; delegados da Polícia Federal; analistas e técnicos de Finanças e Controle; funcionários do Banco Central; servidores do Itamaraty; analistas de Controle Interno; advogados públicos federais; servidores da Comissão de Valores Mobiliários e servidores da Superintendência de Seguros Privados; servidores efetivos das Agências Reguladoras Federais e oficiais da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Onda de greves
As carreiras de Estado (o topo) não são as únicas que estão mobilizadas para conseguir reajuste salarial. Toda a base dos servidores do Poder Executivo também está em greve ou perto de entrar, com operações padrão ou paralisações temporárias. Sem falar nos professores das universidades federais, como a Universidade de Brasília (UnB), que já estão de braços cruzados há mais de um mês. Quem também pode paralisar as atividades é o quadro do Poder Judiciário. Aliás, em 2011, apenas os servidores do Judiciário e do Ministério Público da União pressionaram o governo por reajuste salarial.
Nem a correção anual
Este ano, a coisa está bem diferente. A principal reivindicação dos titulares das chamadas carreiras de Estado é de reposição salarial para compensar os efeitos da inflação, que no Brasil ainda é muito elevada. Os auditores fiscais, por exemplo, querem 30,18% de reposição salarial. Outros sindicatos de servidores reivindicam uma "reposição emergencial" de 22%. Todos protestam contra o que chamam de "congelamento" dos salários que estaria sendo promovido pelo atual governo. Isso porque desde 2008 o governo não vem concedendo o reajuste linear anual aos funcionários públicos, correção, inclusive, prevista na Constituição Federal.
Parcelas anteriores
Esse aumento poderia ter sido dado com base na inflação futura e não em relação ao passado, evitando, assim, a ameaça grevista deste ano. As reestruturações de carreiras feitas no governo Lula resultaram em aumentos salariais em até quatro parcelas. A presidente Dilma ainda está pagando este ano os benefícios dados pelo governo anterior para algumas categorias de servidores. Os aumentos parcelados mantiveram os servidores do Executivo quietos no ano passado.
Autor: Clica Brasilia
Fonte: Maria Eugênia |
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